Procurador que Reclamou de Salário de R$ 24 mil por Mês, Ganha Bem Mais

Procurador que Reclamou de Salário
foto: Reprodução/ Wikipédia

Segundo o portal da transparência do MPMG, somando o salário, as indenizações e outras remunerações, o procurador que reclamou de salário, recebeu em média de R$ 68,2 mil por mês entre janeiro e julho deste ano.

A reclamação que o procurador de Justiça Leonardo Azeredo dos Santos fez sobre seu salário, como era de se esperar, causou indignação. O procurador se queixou em uma reunião com colegas de trabalho ao chamar o seu salário de ‘mizerê’ de R$ 24 mil por mês. Para a grande maioria da população R$ 24 mil por mês está longe de ser ‘mizerê’, além disso segundo dados do portal da transparência do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG); o salário dele é bem mais do que o reclamado. Isto se deve as indenizações e outras remunerações que são adicionadas ao salário.

Veja também:

 

Os Valores Recebidos Foram Mais Altos

Por exemplo, em março, onde ele obteve a menor remuneração; foi bem mais que R$ 24 mil. Somando estes últimos sete meses, ele recebeu em média R$ 68.275,34. Estas informações podem ser acessadas no portal da transparência do MPMG onde informa que o valor líquido (sem as outras remunerações) do procurador; fica pouco abaixo dos R$ 24 mil. No entanto, citando como exemplo o mês de julho, está disponível como o último mês para consulta; o procurador recebeu de indenização o valor de R$ 9.008,30, e de  remunerações retroativas R$ 32.341,19 totalizando uma remuneração de $ 65.152,99.

Assim o rendimento líquido oscila muito, por exemplo, conforme os dados do portal de transparência de MPMG; em janeiro os valores recebidos foram mais altos. Entre o salário líquido de de R$ 23,803,50, o procurador também recebeu indenização de R$ 42.256,59, e outras remunerações retroativas/temporárias no valor de R$ 21.755,21. E como não poderia de ser, os procuradores também possuem benefícios como, auxílio-alimentação, de R$ 1,1 mil, e o auxílio-saúde, valor equivalente a 10% do subsídio.

Os Argumentos da Insatisfação

Durante uma reunião na câmara de procuradores onde se debatia o orçamento do Ministério Público para o ano de 2020; alguns integrantes expressaram suas opiniões sobre a atual remuneração, incluindo desabafos e apelos. No site do Ministério do Público do estado, consta um áudio onde o procurador Leonardo Azeredo dos Santos

Em um áudio publicado no site do Ministério do Público do estado, alguns integrantes expuseram opiniões sobre a atual remuneração, com direito a desabafo e apelo. “Um salário relativamente baixo, sobretudo para quem tem filhos. Como o cara vai viver com 24 mil reais?”, questionou Leonardo Azeredo dos Santos desabafou: “Um salário relativamente baixo, sobretudo para quem tem filhos. Como o cara vai viver com 24 mil reais?”. E disse que isto esta baixando “seu estilo de vida” para sobreviver.

“Estou fazendo a minha parte…”

“Quero saber se nós, no ano que vem, vamos continuar nessa situação ou se vossa excelência já planeja alguma coisa; dentro da sua criatividade, para melhorar nossa situação. Ou se vamos ficar nesse mizerê. Quem é que vai querer ser promotor, se não vamos mais ter aumento, ninguém vai querer fazer concurso nenhum?”, disse Leonardo Azeredo.

E concluiu dizendo: “Estou fazendo a minha parte. Estou deixando de gastar R$ 20 mil de cartão de crédito e estou passando a gastar R$ 8 (mil), para poder viver com os meus R$ 24 mil. Agora, eu e vários outros já estamos vivendo à base de comprimidos, à base de antidepressivo. Estou falando desse jeito aqui com dois comprimidos sertralina por dia; tomo dois ansiolíticos por dia e ainda estou falando desse jeito. Imagine se eu não tomasse? Ia ser pior que o ‘Ronaldinho’. Vamos ficar desse jeito? Nós vamos baixar mais a crista? Nós vamos virar pedinte, quase?”.

O MP Respondeu

O Ministério Público de Minas Gerais, apresentou uma nota onde confirma que naquela sessão “houve manifestação de cunho pessoal de um dos integrantes do colegiado sobre a política remuneratória da instituição”. No entanto afirma, “que não há nenhum projeto em andamento sobre a adoção de benefícios pecuniários para a carreira de membros (procuradores e promotores de Justiça) ou de servidores; em vista da grave crise financeira vivenciada pelo estado e da necessidade de observação da Lei de Responsabilidade Fiscal para gastos com pessoal”.

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*