Navio Espião Russo é Encontrado no Litoral Brasileiro

Navio Espião Russo

O navio Russo chamado Yantar desapareceu do monitoramento dos radares brasileiros logo após o contato das autoridades brasileiras; esta embarcação levanta suspeita no mundo todo e está na mira dos governos. O motivo é justificado pela alta tecnologia que esta embarcação possui; pois é capaz de rastrear comunicações feitas por meio de cabos submarinos.

Na primeira abordagem das autoridades, a tripulação russa não atendeu às chamadas. Logo depois, deu resposta evasiva à pergunta sobre o objetivo do trabalho que realizava no litoral brasileiro; pois a embarcação se encontrava dentro da zona econômica exclusiva (200 milhas náuticas).

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O Monitoramento

A Marinha brasileira efetuou o monitorou do navio espião russo durante uma semana, e este tipo de navio é de pesquisa e inteligência mas também é suspeito de espionagem na Europa e nos Estados Unidos. No último dia 10 deste mês de fevereiro; o sinal de alerta foi aceso pelo Centro Integrado de Segurança Marítima do Rio de Janeiro; onde detectou que o Yantar estava dentro da Zona Econômica Exclusiva (ZEE) do Brasil. Neste momento o navio sumiu do monitoramento, o que levantou a hipótese de que o sistema de monitoramento AIS, que permite a sua localização, tenha sido desligado.

No fim da tarde do domingo (16), uma operação de patrulha do navio foi Imediatamente acionada. Foram utilizados um helicóptero da Marinha e um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) e conseguiram localizar a embarcação a 50 milhas (80 quilômetros) das praias do Rio. Nesse momento, a embarcação, já estava próximo do litoral fluminense, em uma área de cabos submarinos de internet e próximo da região do pré-sal. Na noite do dia 18, fez o atracamento no porto do Rio, onde deve ficar até o fim de semana.

O Desligamento do Sistema é Considerado Suspeito

Segundo um militar consultado pelo Estado; o desligamento do sistema de identificação é considerado como forma de tentativas de espionagem ou procedimentos fora da normalidade pelo navio. Para o militar, a navegação do Yantar pela costa brasileira não era ilegal, o que torna suspeito e estranho é seu “desaparecimento”. Após ficar por quase uma semana com o seu aparelho identificador desligado; a embarcação, que vinha do Uruguai, “reaparecer” perto dos cabos submarinos de comunicação que ligam o Brasil a outros países. Isto foi o que mais intrigou as autoridades náuticas brasileiras.

Até o momento (nesta quinta-feira, 20), a embaixada da Rússia no Brasil não se manifestou sobre a presença do Yantar em águas brasileiras. No entanto a Marinha brasileira, informou que não levanta suspeitas. Também informou que é responsável pelo controle do tráfego marítimo, e adota procedimentos previstos em normas internacionais de navegação a serem cumpridas pelas autoridades marítimas.

Quais São as Suspeitas?

O navio possui sensores de alta tecnologia e pequenos submarinos para rastrear o fundo do mar; isto levanta suspeitas, o navio oceanográfico Yantar sempre esteve na mira de governos. A embarcação possui cinco anos em atividade. Desde seu lançamento, a Rússia costuma repetir que o navio de 5.700 toneladas e 108 metros atua em pesquisas científicas e em ajuda a outros países em busca e salvamentos.

Outro episódio causou suspeitas, em novembro de 2019; o navio desligou o radar no mar do Caribe e próximo costa dos EUA. Autoridades americanas suspeitaram de que os pequenos submarinos transportados pelo Yantar trabalham especialmente no trabalho de rastreamento de áreas com cabos submarinos.

Estes cabos submarinos servem para ligar os servidores de internet entre países de diferentes continentes. Essas ligações correspondam por 99% das comunicações transoceânicas e 97% das conexões de internet entre os servidores do mundo. Outro caso de espionagem ocorreu durante esta semana; agentes russos foram flagrados pelo serviço de inteligência da Irlanda, investigando cabos submarinos de fibra ótica que conectam os servidores da Europa aos Estados Unidos.

 No caso da Irlanda, existe a preocupação de que pontos fracos na estrutura desses cabos possam permitir o hackeamento de informações sigilosas ou até mesmo que eles possam ser cortados, interrompendo o tráfego de dados.

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