Objeto Espacial Em Forma de Charuto Gigante Não Era Uma Nave Espacial

Nave Espacial
(Fonte: ESO/M. Kornmesser)

Em 2017, foi descoberto um objeto espacial em forma peculiar de charuto com 400 metros de comprimento e logo foi levantado várias hipótese; sendo que a mais comentada é que se tratava de uma nave espacial de origem desconhecida. Este objeto recebeu o nome de Oumuamua, e que por algum motivo cientistas conceituados de Universidades como Harvard confirmaram que poderia ser uma espaçonave alienígena. Porém, uma análise recente comprovou que o objeto não é tão estranho e que até mesmo seu comportamento peculiar pode ser explicado.

Mas de acordo com as conclusões de um novo estudo de revisão publicado na Nature Astronomy e considerando todas as informações neste último ano e meio sobre Oumuamua; chegaram a conclusão de que se trata de um asteroide como muitos que circulam pela nossa vizinhança espacial.

Bloco de Construção de Planetas

Segundo Michele Bannister, uma astrônoma planetário da Queen’s University de Belfast e principal autora do novo estudo; diz “Em todos os aspectos, olhamos para este objeto, parece um planetesimal – um bloco de construção de um planeta”, e complementa “E sabemos que os sistemas planetários vão fazer trilhões de trilhões dessas coisas, então faz sentido que finalmente vemos chegar de outra estrela seja como o que vimos em nosso sistema solar, mas um pouco diferente.”

Talvez Bannister esteja sendo excessivamente cautelosa ao descrever os traços mais intrigantes de Oumuamua. O “planeta menor” possui 800 metros de comprimento e 80 metros de largura e parece um longo charuto; bastante incomum para objetos desse tamanho. Ao sair do sistema solar, os cientistas notaram que ele estava realmente se acelerando; levantando enormes questões sobre o que poderia estar impulsionando esta “nave espacial” para a frente através do espaço. Foi por essa razão que Avi Loeb, de Harvard, sugeriu que Oumuamua era uma nave espacial artificial envolta em material de vela solar, que estava acelerando devido ao seu design.

A Aceleração se Deve a Saída de Gás

Bannister já refutou essa ideia em novembro passado, sugerindo que a saída de gás (uma expulsão de material gasoso induzido pelo calor do sol) foi uma explicação inteiramente plausível para a aceleração. No novo artigo, ela e seus coautores enfatizam que, embora ainda não tenhamos detectado atividade de saída de gás do tipo vista nos cometas; no entanto os dados não são tão abrangentes, dada a rapidez com que nossas observações da rocha foram feitas. As explicações naturais estão longe de serem eliminadas, e não há razão para precisarmos enfatizar que os “alienígenas fizeram isso”.

O novo artigo envolve um grupo de 14 cientistas, todos com diferentes áreas de especialização que se estendem entre a ciência planetária, a formação planetária; a estrutura e o movimento de objetos através do espaço interestelar e muito mais. Ela considera vários fenômenos diferentes que podem ter forçado Oumuamua a visitar nossa vizinhança; incluindo um cenário em que um gigante gasoso o ejetou de outro sistema estelar.

É do Tamanho de um Arranha-céu

O artigo da astrônoma, também argumenta que a forma incomum talvez não seja tão incomum quanto poderíamos pensar. Oumuamua é do tamanho de um arranha-céu; mas isso ainda é pequeno comparado à maioria dos objetos que podemos estudar atentamente. Se pudéssemos obter uma visão mais detalhada desse charuto espacial gigante; poderíamos ter encontrado uma explicação simples para sua forma.

Mas é Estranho Até Agora

Oumuamua é estranho até agora; mas pode não ser tão estranho assim em comparação com outros visitantes do sistema solar que foram detectados e estudados. Além de nos dar uma ideia melhor de como os planetesimais se formam em outras regiões do espaço; essas observações também podem nos ajudar a finalmente entender exatamente o quanto estamos cercados de objetos como este.

Usando o Grande Telescópio de Levantamento Sinóptico (LSST); será capaz de observar essencialmente o movimento dos objetos à medida que eles surgem no céu noturno. “Esperamos que possamos usá-lo na ordem de um novo Oumuamua por ano”, diz Bannister. “Isso realmente nos ajudará a obter uma imagem melhor dessa população.”

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