Missão da Índia de Lançamento ao Polo Sul da Lua é Cancelado

Missão da Índia
Um "problema técnico" no sistema de lançamento causou o cancelamento. Crédito: Rex

O lançamento da segunda missão da Índia à lua foi cancelado menos de uma hora antes de seu lançamento devido a problemas técnicos. O Chandrayaan-2, que custou 150 milhões de dólares; foi programado para se tornar o primeiro satélite a pousar no pólo sul da Lua.

Estava programado para ser lançado a partir do Centro Espacial de Satish Dhawan, situado em uma ilha na costa do estado sudeste de Andhra Pradesh, às 2h01, horário local. No entanto, com apenas 56 minutos até a decolagem, foi repentinamente adiada com a Organização de Pesquisas Espaciais da Índia (ISRO); confirmando que “um obstáculo técnico foi observado no sistema de veículos de lançamento”.

Tudo Começou Com a União Soviética

Espera-se que o ISRO dê mais detalhes sobre o assunto e anuncie uma nova data de lançamento no devido tempo. O objetivo é pousar suavemente o satélite na Lua para implantar um dispositivo na superfície; que possa ser usado para transmitir informações de volta à Terra.

Apenas três nações completaram um “pouso suave” até o momento. A antiga União Soviética foi o primeiro país a pousar com sucesso uma espaçonave na Lua em 1966, seguida apenas alguns meses depois pelos Estados Unidos. As duas nações rivalizaram entre si através de sua exploração da Lua até o colapso da União Soviética em 1991, em um período conhecido como a “Corrida Espacial”.

Crescimento Econômico é um dos Fatores

O rápido crescimento econômico na China proporcionou a este país financiar seu primeiro “pouso suave” bem-sucedido em 2013 e a Índia fez questão de seguir o mesmo caminho; pousando um aparelho na Lua e assim provando que ela se uniu à esta elite global. Uma tentativa israelense de “pouso suave” em abril também não teve sucesso.

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Componentes do Satélite

O Chandrayaan-2 continha dois componentes-chave de pesquisa. Um veículo orbital planejava circundar a lua por cerca de um ano; tirando fotos de sua superfície e enviando detalhes sobre sua atmosfera. Um robô movido a energia solar deveria então explorar a superfície em torno do pólo sul desconhecido da Lua; procurando a existência de água e outros minerais.

O programa espacial indiano tem atraído críticas desde a sua criação em 1962. Os críticos argumentam que o primeiro-ministro Narendra Modi deveria utilizar o dinheiro investido para construir o Chandrayaan-2; em obras sociais no país. Cerca de 270 milhões de pessoas (22% da população) ainda vivem abaixo da linha da pobreza, de acordo com o Banco Mundial. No entanto, para muitos indianos, o programa é visto como uma grande fonte de orgulho nacional; com quase todos os componentes do Chandrayaan-2 construídos na Índia.

Superpotência Espacial

Em março, Modi anunciou que o país havia se tornado uma “superpotência espacial” depois que suas forças derrubaram com sucesso um satélite de órbita baixa. O primeiro-ministro também prometeu que irá lançar uma missão tripulada no espaço até 2022 e enviar uma sonda em Marte.

Agências Espaciais Governamentais no Mundo

No total, existem atualmente 72 diferentes agências espaciais governamentais (cada vez mais em países em desenvolvimento como Argélia, Bolívia e Sri Lanka). Isto se deve à medida que as nações atribuem mais importância ao estabelecimento de uma presença no espaço e à defesa de seus interesses; como por meio de satélites espiões.

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